Dia Mundial da Não-Violência, Cultura de PAZ e o Rotary
O Dia Mundial da Não-Violência foi uma iniciativa da
Organização das Nações Unidas (ONU), instituída desde 1948, em homenagem ao
líder pacifista Mahatma Gandhi, cujo assassinato ocorreu nesta data. É um dia
voltado à educação para a paz, à solidariedade, à mediação de conflitos e ao
respeito pelos direitos humanos.
Gandhi, também
chamado Mahatma (que significa “grande alma”, “alma iluminada”), nasceu na
Índia, em 1869. É considerado um dos principais expoentes do pacifismo e da
luta pelo respeito e realização dos direitos humanos e da justiça. Após
estudar direito na Inglaterra, foi trabalhar na África do Sul como advogado. Lá
começaram as suas primeiras ações de protesto não-violento contra o racismo,
baseadas na resistência pacífica e na não cooperação com as autoridades.
Ao fim de anos de
luta, e depois de ter conseguido algumas melhorias para a comunidade indiana na
África do Sul, decidiu voltar ao seu país de origem – a Índia – e lutar pela
sua independência. O país era uma colônia do Império Britânico. Graças a seus
esforços, a Índia conquistou a independência em 1947. Os procedimentos e
as formas de luta que Ghandi propôs e utilizou eram manifestações pacíficas:
diálogos, testemunhos, petições, marchas, jejuns, greves de fome, orações e
cooperação com os mais oprimidos.
Não-cooperação, por
meio de boicote sistemático dos produtos ingleses e da recusa a colaborar com
um regime ou com um sistema considerado injusto. Desobediência civil, por meio
da violação intencional, organizada, sistemática de leis consideradas
injustas. Gandhi teve grande influência entre as comunidades religiosas
hindus e muçulmanas da Índia. No entanto, a tensão entre os dois grupos era
enorme e resultou no surgimento do Paquistão, país de maioria muçulmana. Foi por
tentar unificar hindus e muçulmanos que Gandhi acabou assassinado por um
hinduísta radical.
Apesar de ter sido
indicado cinco vezes entre 1937 e 1948, o pacifista que enfrentou o poder da
Inglaterra nunca recebeu o prêmio Nobel da Paz. Décadas depois, no entanto, o
erro foi reconhecido pelo comitê organizador do prêmio. Além disso, quando o
Dalai Lama (Tenzin Gyatso) recebeu o Nobel em 1989, o presidente do comitê
disse que o prêmio era “em parte um tributo à memória de Mahatma Gandhi”.
Cultura de PAZ
Trata-se de uma proposta que busca alternativas e soluções para
estas questões que afligem a humanidade como um todo, não se foca na questão da
violência, muito menos na linguagem bélica, mas na paz como um estado social de
dignidade onde tudo possa ser preservado e respeitado. Estes pontos são um dos
grandes desafios da construção de uma cultura de paz. De acordo com a UNESCO, a
cultura de paz tem como base oito pilares:
1. Educação para uma cultura de paz
2. Tolerância e solidariedade
3. Participação democrática
4. Fluxo de informações
5. Desarmamento
6. Direitos humanos
7. Desenvolvimento sustentável
8. Igualdade de gêneros
Este movimento representa uma oportunidade de participação que
abre portas para que todos juntos possam trabalhar as possibilidades de
transformação de uma cultura orientada pela desconfiança, competição e uso
abusivo do poder em uma Cultura de Paz, diálogo e responsabilidade
compartilhada. Ainda, é válido lembrar que para construir uma sociedade mais
humana, é fundamental, que cada um comece por si mesmo e faça sua parte por
meio de uma mudança de atitudes, valores e comportamentos que visem à
construção de um mundo mais justo e melhor de se viver.
Rotary e a Cultura de Paz
O Rotary congrega líderes das comunidades em que vivem ou atuam,
fomentando um elevado padrão de ética ajudando a estabelecer a paz e a boa
vontade no mundo.

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